Entrevista com professores Munduruku sobre a demissão arbitrária da prefeitura de Jacareacanga

Posted: maio 16th, 2014 | Author: | Filed under: Geral | 2 Comments »

 

Entrevista realizada no final do mês de abril de 2014 com professores munduruku sobre a demissão arbitrária da prefeitura de Jacareacanga (PA). Sandro Paigo, Frávio Kaba e Antonio Saw denunciam a perseguição do poder público e a realidade das aldeias que sofrem com 4 meses sem aula.

No mês de fevereiro de 2014, 70 professores munduruku que atuavam na educação básica foram demitidos arbitrariamente pelo poder municipal. A prefeitura culpabiliza a “falta de formação” dos professores, mas despreza as resoluções nº 3 e 5 do Conselho Nacional de Educação, que garante a permanência de professores indígenas por formação de serviço.
No dia 10 de março, cerca de 70 professores decidiram trancar a Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Desporto (SEMECD) de Jacareacanga. Saíram do local sem obter resposta.
Em maio, com muitas escolas ainda sem atividades, os munduruku decidiram, no dia 5, manifestarem-se novamente.
Na manhã do dia 13 aproximadamente 500 garimpeiros, comerciantes e membros do Poder Público, incluindo o próprio secretário de assuntos indígenas da cidade, atacaram 20 munduruku na manhã desta terça, 13, durante ação contra a presença dos indígenas no município. Dois munduruku acabaram feridos nas pernas depois de atingidos por rojões lançados pelos manifestantes anti-indígenas.
Os munduruku seguem lutando pelos seus direitos e pelo seu território.
Leia a IX Carta do Movimento Munduruku Ipereg Ayu

http://amazoniaemchamas.noblogs.org/p…

Mais informações
http://reporterbrasil.org.br/2014/03/…

http://www.xinguvivo.org.br/2014/05/0…

http://cimi.org.br/site/pt-br/?system…


IX- Carta do Movimento Munduruku Ipereg Ayu

Posted: maio 15th, 2014 | Author: | Filed under: Geral | No Comments »
Há pouco mais de uma semana dezenas de Munduruku vem protestando em Jacareacanga, pela renovação do contrato de 70 professores indígenas, demitidos em fevereiro pela Prefeitura do município paraense. Os Mundukuru foram às ruas e enfrentaram, mais uma vez, a intolerância do poder público, tristemente apoiada por comerciantes, garimpeiros, parte da população e pelo próprio secretário de assuntos indígenas da cidade. No último dia 12, a falta de sensibilidade à causa Munduruku – que atravessa a luta contra as hidrelétricas na região, passando por reivindicações mais rotineiras, como a necessidade e importância da participação dos indígenas no projeto educacional do estado – foi além da falácia habitual. Houve violência gratuita e física contra os Munduruku – inclusive mulheres e crianças. Assim como em manifestações que se alastram pelas grandes cidades, nos confins amazônicos a polícia também “dispersa” quem se opõe às decisões injustas do Estado com bombas que vão além do efeito moral; seus disparos machucam também a carne das pessoas. E em contextos esquecidos pela grande mídia, invisíveis ao Bra$il que enxerga a Amazônia como um lugar inabitado, a cena é mais aterradora e menor ainda a assistência às vítimas da agressão institucional
Abaixo, a carta do Movimento Munduruku Ipereg Ayu.

 

 

 

 

 

 

 

CARTA2